- Droga, me soltem, o que vocês querem de mim???
Rômulo chega ao seu destino e lhe tiram a venda. Ele via um lugar lindo e luxuoso, era um salão extenso (figura 1) com um enorme trono ao meio e uma mesa longa onde na ponta ficava esse trono, que alguém estava sentado, mas não dava para ver sua silhueta ou mesmo seu rosto. Ao redor da mesa havia 6 cadeiras, onde havia algumas pessoas sentadas, uma, toda de branco, parecia um se tratar de um médico, outro com um laptop aberto na mesa que nem dava muita atenção as gritarias e apelos de Rômulo e mais um, mas esse o estava desamarrando e estava em pé e não sentado como os outros, vestia-se de verde, parecia ser uma roupa do século XX. Rômulo estava muito curioso, pois queria saber quem tinha tido a audácia de sequestrá-lo e levá-lo até tal lugar:
- Vocês ainda não me responderam, por que me sequestraram e o que querem de mim???
A pessoa ao fundo do salão decide se pronunciar e sua voz ecoa pelo salão com poucas mobílias:
- Fui eu que mandei chamá-lo, mas sabia que o senhor não viria de comum acordo, apenas se estivesse desmaiado, então pedi para Richard o confrontasse e o trouxesse para nós, como pode ver, ele o derrotou, provando que o senhor não é assim tão insuperável, certo, senhor Rômulo Sousa, ou prefere ser chamado de Pyro, o Senhor das Chamas???
Agora ele se lembrava o que havia acontecido com ele antes de chegar a tal local.
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Rio de Janeiro, RJ, Brasil - 05/10/2051
Rômulo acorda, estava na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, em breve seria demolida por falta de espaço no centro urbano e no local construiriam um novo prédio, o Edifício Carioca. Rômulo estava ali aproveitando seus últimos dias na sua praça preferida, pois dormia ali quase todos os dias. Sentia-se triste. A demolição da Praça Tiradentes seria como se perdesse sua casa, pois morava ali há algum tempo. Rômulo tentava parar de pensar sobre tal assunto, mas não saia de sua cabeça, então decide-se e vai buscar seu café da manhã. Sempre procurava um "gringo" para pedir-lhe dinheiro e quando o mesmo menos esperava, sacava sua carteira e saia correndo, com o dinheiro para seu sustento de uma semana geralmente. Ele não gostava de fazer isso, mas se acostumara, pois era o que fazia de melhor para sobreviver, quando não se apresentava em algum semáforo, fazendo malabarismos com fogo no meio para ganhar uns trocados.
Rômulo procura sua vítima, avista um homem sozinho, de terno verde escuro, procurando algo na praça onde ele estava, que estava prestes a ser demolida? Rômulo estranha, estaria muito fácil, mas mesmo assim vai lá para aplicar novamente sua tática:
- O senhor tem uma esmola para me dar??? É que eu preciso para comer!!!
O homem, que vestia uma roupa um pouco ultrapassada, que parecia que fora trazido direto do século XX, há pelo menos uns 50 anos atrás, apesar de não entender, percebe que era um mendigo e pega sua carteira, que, na mesma hora, Rômulo, mais rápido que um artista de circo, surpreende o homem e pega sua carteira, correndo o mais rápido que podia com ela em suas mãos, mas o que ele não imaginava é q o homem poderia ser alguem que nem a ele, alguém com um dom extraordinário.
Rômulo sente seus pés sairem do chão, sente-se como se estivesse levitando e, ele se vê e realmente estava levitando. Rômulo estava sendo levantado por algo invísivel, e quando olha para trás percebe que a cor dos olhos do homem que ele havia roubado a carteira havia mudado de cor, de mel para um cinza quase branco. Rômulo sente que deveria lutar pelo dinheiro:
- Ok, se você quer briga, acaba de arranjar uma!!!
Rômulo decide atacar o homem soltando rajadas de fogo de suas palmas. O homem acaba soltando Rômulo para poder desviar das rajadas de fogo, que poderiam ferí-lo gravemente. Após esquivar das bolas de fogo, o mesmo vai atrás de Rômulo voando e, após ultrapassá-lo, para em sua frente:
- Hey, garroto, devolva minha carrteirra e venha comiga, estava te procurrando! Você serr Rômulo Sousa, cerrto?
Rômulo ao ver aquele homem estranho alcançá-lo tão rápido se espanta, mas não por alccançá-lo e sim pelo modo como ele o havia alcançado, voando. Isso fora demais para Rômulo:
- Tome sua carteira, agora me deixa ir, não quero mais nada de você não...
Mesmo antes de terminar a frase, ele começa a correr novamente na falha tentativa de escapar do "gringo", mas logo é alcançado de novo:
- Ande menina, venha comigo, se não serrei forrçado a leva-lo contrra sua vont...
Rômulo não espera o homem misterioso terminar a frase e lança mais rajadas de fogo na direção do desconhecido:
- Me deixa! Alguém ai, me ajude!!! - Rômulo já estava desesperado gritando e a única voz que ele ouve é a do homem misterioso
- Não adianta, estamos dentrro do meu campo, você não poderrá sairr até me matarr ou eu desfaze-lo. - O Homem sorri e faz uma cara de sarcásmo para Rômulo, continuando a falar. - Mas como sei q não acontecerrá nem um nem outrra, então acho que o melhor é vc virr comiga logo!
Rômulo solta mais algumas rajadas de fogo, mas dessa vez as duas acertam em cheio a peito do indivíduo, queimando e estragando seu terno.
- Então virrá a forrça cerrto? Groß Taifun!!!
Sem mais nem menos começa a formar um grande tufão em volta de Rômulo. Parecia mentira, mas realmente aquele homem podia controlar o ar e seus movimentos, mas como? Nem ele sabia como podia controlar e criar fogo, mas também não o fazia? Rômulo tenta, mas inutilmente, pois de jeito algum conseguia escapar do daquile vento forte que estava a sua volta e acaba desmaiado em meio ao tufão. Mas antes de desmaiar ele ouve algumas palavras proferidas pelo homem de terno:
- Trrabalho feito!
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Após uma rápida refrescada em sua memória, Rômulo lembra-se o porquê de estar ali.
- Ok, agora me lembro de tudo. Digam o que querem de mim, pois deve ter pessoas preocupadas com meu desaparecimento repentino, preciso urgentemente voltar para minha família, meu pais podem estar preocupados comigo...
Rômulo perdera sua mãe aos 7 anos e seu pai, por causa da morte de sua mãe, começou a beber e, quando chegava em casa, espancava Rômulo. E por tal motivo ele acabou fugindo de casa e indo morar nas ruas e praças da Central do Rio de Janeiro.
- Não tente me enrolar, senhor Rômulo, sei que o mora na rua e não tem família a não ser seu velho pai, que a cada dia mais se afunda na bebida e, se não o ajudá-lo, também estará morto em breve...
Rômulo se assusta com a dedução exata de sua vida feita pela pessoa que estava ao centro da mesa, mas ele não se intimida:
- Mas não estou aqui para falar de mim e nem quero mais ouvir nada, so quero sair daqui e voltar a minha vida de...
O homem ao centro interrompe Rômulo:
- Vida de trombadinha??? Também nasci numa periferia e sei muito bem como é, mas agora você tem a nós e poderá contar conosco.
Rômulo ouve aquilo, ri debochadamente e retruca:
- Mas como posso contar com vocês, se acabam de me sequestrar? Não há como confiar! - Rômulo ainda não acreditava naqueles sujeitos que nunca tinha visto antes.
- Bem, vejo que não há outra maneira, você é completamente teimoso, como já previa. Terei que pôr nossas cartas na mesa. Nós, quando digo nós, estou também te incluindo, somos um grupo de seres com dons extraordinários, não sabemos o que representa isso e porque nós o temos, e como você mesmo pôde perceber, podemos escolher o que fazer, mas todos nosso atos têm consequências. E é por isso que devemos lutar pelo nosso ideal, ou, como no seu caso, por nenhum. Mas esteja preparado, pois não há só nós com esses dons, há mais um grupo, um grupo que se autodenominou de Fênix, nome este q significa renascimento e é o que eles realmente desejam fazer, pois querem destruir toda raça humana, que tiveram o planeta para poderem sobreviver e por causa de sua ganância e ambição sem limites, está fazendo com que o planeta morra junto com toda sua vida, e então, por esse motivo eles pretendem matar todos os humanos e recriar uma nova mundo, de paz e tranquilidade, com os sobreviventes apenas, ensinando-os a aproveitar melhor seu planeta, regendo-o com total autoritarismo, já nós, os Dragões, não queremos que a raça humana se extinga, nós acreditamos em uma segunda chance e acreditamos também que nós, humanos, ainda podemos mudar o rumo dessa destruição, pois se continuarmos assim estaremos próximos do apocalipse!!!
A sala fica em silêncio por um tempo, até que o garoto que mexia no laptop o desliga e fala:
- E então, Rômulo, juntar-se-á a nós??? - Percebia pelo sotaque e modo de falar que ele não era brasileiro. Pela aparência, parecia ser uma asiático, mais exatamente um japonês.
Rômulo continuava pensativo e depois de algum tempo, declara:
- Eu não sei, é muita informação, devo pensar, pois assim como a Fênix, tenho vontade que todos os humanos paguem pelos seus pecados e morram, mas haverá muita gente inocente e boa que morrerá e muitos que deveriam morrer, provavelmente sobreviverão, então peço algum tempo para que eu possa pensar no assunto, ok?
- Eu lhe concedo o tempo que quiser, só espero que não decida tarde demais! Richard, leve-o e dê esse celular a ele, em uma semana ligaremos para saber sua decisão, senhor Rômulo! - dizia o homem misterioso.
Depois de um tempo vendado, Rômulo está de volta a sua velha praça, que acabar de entrar em demolição, parecia que nada ia bem em sua vida. A chuva, que antes era bem fina, começa a apertar e ficar forte. Rômulo deveria sair dali e ir para alguma marquise, senão poderia pegar algum resfriado.
Figura 1:
(O salão é idêntico a esse, mas sem as janelas, no lugar onde seriam as janelas, são apenas paredes).

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