terça-feira, 29 de setembro de 2009

Anjos do Apocalipse - Prólogo - Capítulo IV

Capítulo IV – A Outra Opção



Rômulo estava parado assustado em frente a sua cama vendo aquela cena, ele ainda não havia se acostumado a ver aqueles seres bizarros na sua frente, mesmo ele sendo um dele:

- Que... Quem é você?

O garoto que acabara de pousar, literalmente, a sua frente, responde tranqüilamente:

- Sou Ájax e preciso que você me siga para que possamos ir ao encontro da Fênix, vamos?

O garoto se aproxima de Rômulo e, este ainda assustado, fica estático, apenas a observá-lo.

- Vamos? – Perguntava o garoto.

Rômulo parecia despertar de um transe:

- Sim, vamos, não agüento mais ficar preso nesse hospital, vamos. Mas como faremos para sair? Não há como sairmos daqui sem sermos notados. Há gente guardando a porta pelo lado de fora e não tem como sairmos por lá, a ventilação é muito apertada para nós dois e o outro meio é a janela, que você pode resolver voltando a ser um corvo e voando, mas e eu? Um corvo não aguentaria meu peso...

Ájax o interrompe:

- Suba em minhas costas!

Rômulo olha assustado, mas obedece a ordem do garoto, retirando tudo que estava acoplado a seu corpo, como soro, eletrólitos e sondas e sobe nas costas de Ájax, questionando-o:

- O que você fará agora? Sabe que não adianta se transformar em um corvo, pois ambos morreremos por você não agüentar o meu peso, então o que faremos?

Ájax olha tranqüilamente para Rômulo, sorri e fala:

- Deixe comigo, sei bem o que faço. – Ele sobe na janela e pula de lá – Cara, adoro fazer isso! Jerônimo! – Logo após pular, ele se transforma em um pterodátilo, voando e levando Rômulo para um lugar secreto, onde os Cavaleiros da Ordem da Fênix se reuniam no momento.

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Ainda a completar

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Anjos do Apocalipse - Prólogo - Capítulo III

Capítulo III - O Doutor

Rômulo estava sentado na cama olhando fixamente para o doutor Stuart enquanto ouvia o que o mesmo tinha para falar com ele:

- Relaxe, estou aqui apenas para tratá-lo. Eu trabalho nesse hospital há cinco anos e tenho uma boa influência por aqui, por isso decidi trazê-lo para cá, pois assim posso te manter mais próximo a mim e também poderei te defender caso mais alguém venha a atacá-lo.

Rômulo olha assustado e pergunta:

- Por que me defender? Não disse que entraria em seu grupo e...

Stuart interrompe Rômulo antes mesmo que ele acabasse sua frase:

- Não faço isso para você entrar no meu grupo e sim para que possa te defender, pois dentre todos nós que descobrimos esses poderes, você é o mais fraco até então, pois só os descobriu a menos de duas semanas e nem sabe utilizá-los direito ainda, por isso pretendo defendê-lo.

Rômulo respira fundo, pensa durante uns seis segundos e retruca:

- Mas e se eu escolher o lado oposto ao seu, no caso, a Fênix?

Stuart ri e gosta da pergunta de seu paciente:

- Bem, nesse caso, infelizmente teremos que lutar caso você tente machucar algum ser vivo, apesar de eu ser completamente contra qualquer tipo de violência.

Eles ficam em silêncio por alguns minutos, até que a porta se abre, acabando com o silêncio:

- Doutor Stuart, precisamos de você urgentemente!

Stuart olha como se fosse um pai para Rômulo e sorri:

- Tenho que ir, qualquer problema não se preocupe em me chamar

Rômulo pergunta algo antes dele sair de seu quarto:

- Você não me parece ser brasileiro, você é de algum outro país? É que seu sotaque é meio estranho.

Stuart apenas olha para trás e responde:

- Sim, não sou brasileiro, sou inglês, mas vim para o Brasil com cinco anos de idade. – Stuart espera uns poucos segundos com a porta aberta enquanto lembrava de seu passado, logo após se dá conta que deveria comparecer na sala de cirurgia – Bem, tenho que ir, até mais, logo volto para visitá-lo.

Stuart sai do quarto 304 e ruma direto ao centro cirúrgico enquanto lembrava de seu passado.

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Londres, Inglaterra - 10/11/2023

- Venham, venham, entrem nos abrigos! Rápido!

Em meio a Guerra de Independência e União das Irlandas, a praça principal de Londres estava para ser atacada pelo exército Irlandês e algumas poucas pessoas cediam seus abrigos subterrâneos para os que não o tinham ou que estavam na rua.

- Rápido, entrem logo, irei fechar!

O homem que estava cedendo seu abrigo começa a fechar a porta de sua casa para ir para o abrigo também, quando chega mais um par de jovens:

- Ei, senhor, não feche ainda, deixe-nos entrar também, minha mulher esta grávida e está prestes a ter o filho, por favor, nos deixe entrar também.

O homem abre a porta e os deixa entrar. Começam os barulhos ensurdecedores dos bombardeios. Eles correm em direção ao abrigo. A mulher grávida entra com certa dificuldade e seu marido começa a entrar, quando eles ouvem o barulho do bombardeio mais próximo ainda deles. Eles também ouvem um outro grande barulho e um grito de ajuda. Era o dono da casa que havia ficado preso entre alguns escombros que acabavam de cair em cima dele. Vendo isso, o marido da grávida decide ir ajudá-lo. A mulher grávida tenta impedi-lo, mas infelizmente cai um pedaço do teto em cima do alçapão que era a entrada do abrigo e apesar do esforço de todos, ninguém consegue abrir novamente o alçapão para tentar ajudar aos dois homens que haviam ficado do lado de fora do abrigo.

Passam-se mais algumas horas e quando o barulho de bombardeio é cessado e tudo volta a se aquietar, o abrigo é aberto com um esforço conjunto de todos e todos saem. A mulher grávida de imediato procura seu marido, mas não o encontra nem o dono da casa que a ajudou. Ela cai em prantos enquanto é levada para um outro lugar, onde ficavam os desabrigados pela guerra, por uma amiga que ela fez enquanto estava presa no abrigo. Ambas viram grandes amigas. Não demora muito tempo e a grávida dá a luz a dois gêmeos e para o azar de seus dois filhos que havia nascido desse parto, ela morre. A mulher que a grávida conhecera antes de morrer decide cuidar dos dois filhos de sua falecida amiga.

Cinco anos decorrem desde o nascimento dos gêmeos e a guerra pela libertação da Irlanda ainda estava longe de acabar. A mulher que salvara os dois gêmeos da morte iminente se chamava Lucy Stuart e deu o nome para um dos gêmeos de Rafael Stuart e para o outro de Gabriel Stuart. Ela estava com passagens de navio já compradas para fugir para o Brasil, um país que ela ouvira falar muito bem pelas suas belezas naturais e sua falta de guerras e desastres naturais, ou seja, esse seria um ótimo país para se instalar. No dia do embarque, um dos meninos acaba se perdendo no meio da confusão para entrarem no navio e fica em Londres, enquanto Lucy e Rafael navegam em direção ao Brasil. Ao descobrir que um dos meninos havia ficado, Lucy se desespera e se sente extremamente culpada e irresponsável, mas não havia mais como voltar e ela se decide a não deixar que nada de mau aconteça com Rafael, o irmão gêmeo que continuou com ela.

Chegando ao Brasil ela encontra com um brasileiro com o qual se casa e tem mais dois filhos. Rafael entra no colégio. Ele sempre era o mais aplicado e que tirava as melhores notas da turma e, exatamente por isso, acabava também sendo motivo de piadas e mau tratamento. Mas ele supera tudo isso e passa para a faculdade de medicina, se tornando também o primeiro da turma e se formando sem repetir um ano. Seu currículo acaba sendo um dos melhores do setor no qual ele se formara e é contratado logo ao sair da faculdade por uma ótima empresa hospitalar. Rafael aceita sem nem pensar. Um dia, enquanto realizava uma cirurgia arriscada, descobre sobre seus poderes. Ele poderia curar um ferimento apenas ao toque e, no final do mesmo dia, ele descobre que também podia criar esferas e raios de luz. Não muito depois o chamam para fazer parte dos Dragões e ele sem cogitar aceita.

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- Doutor Stuart, doutor! O que houve com o senhor?

A enfermeira da um beliscão em Stuart, que estava perdido em seus pensamento:

- Ei, por que me beliscou?

Ela responde prontamente:

- O senhor estava no mundo da lua outra vez. O que houve? É sobre seu irmão novamente?

Stuart abaixa a cabeça tristonho e começa a colocar suas vestimentas para a cirurgia:

- Sim. Gostaria de saber onde ele está a essa hora. Gostaria de saber se ele está bem.

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Rômulo estava deitado, olhando para o teto e pensando se ele se uniria ou não aos Dragões, pois ao menos eles pareciam ser mais justos e honestos que o outro grupo quando, ele vê algo estranho àquela hora da tarde: Um corvo. Ele pousa na sua janela e fica a observá-lo. Rômulo se levanta calmamente, pois ainda estava muito dolorido e machucado da última luta e chega perto do corvo. O corvo não se afasta, ao contrário, se aproxima mais ainda e, no momento que Rômulo se aproxima mais da janela, o corvo entra no quarto e pousa no suporte do soro, continuando a observar Rômulo. O corvo voa em direção ao chão e antes de encostá-lo, ele se transforma em um humano de pele acinzentada, cabelo azul com moicano, luvas azuis, blusa azul também e meio rasgada, com a figura de um lobo em seu centro, calças completamente esfarrapadas e verdes vestindo também uma sandália com as amarras até o joelho.

- Venha comigo Rômulo, preciso que você se una a nós, Cavaleiros da Ordem da Fênix.



Figura 3:







"(...) quando ele vê algo estranho àquela hora da tarde: Um corvo. Ele pousa na sua janela e fica a observá-lo. (...)"

sábado, 5 de setembro de 2009

Anjos do Apocalipse - Prólogo - Capítulo II

Capítulo II - Descobrindo Inimigos

Estava um dia ensolarado antes do "gringo" vir, derrotá-lo e sequestrá-lo, levando-o para um lugar desconhecido. Agora chovia muito. Rômulo pensa em ir para debaixo de uma marquise para não se molhar e se resfriar, e também mais uma coisa influenciava, ele não poderia mais ficar ali, pois já havia iniciado a obra de demolição da Praça. Ele pensa na marquise, mas já estava completamente molhado mesmo, então decide sentar no banco e aproveitar os últimos instantes naquela praça. Rômulo estava angustiado e triste, adorava aquela praça, era um lugar ideal para ele. Os peões que antes trabalhavam na demolição,agora estavam sentados debaixo de uma tenda improvisada de lona. Era o horário de almoço dos peões de obra. O dia, antes ensolarado e agora chuvoso, começa a ficar frio também, seria a falta de agasalho? Ou simplesmente a chuva que caia muito fria sobre seu corpo? Rômulo já estava completamente molhado, mas eis que surge alguém, uma mulher, aparentemente, pois a capa de chuva não o deixa ver direito, chega próximo a ele e conforme vai se aproximando, Rômulo tem a certeza que era uma mulher pela silhueta. Ela senta ao seu lado e pega um guarda-chuva:
- Para você, ou vai querer se molhar mais do que ja ta? - e solta um lindo sorriso. Era uma linda mulher com cabelos lisos e negros como carvão, pele alva e olhos claros, pareciam verdes ou mel, tinha um corpo monumental, realmente era muito bonita.
Rômulo pegua o guarda-chuva e sorri de volta para a desconhecida:
"O que será que ela quer comigo? Será q foi apenas caridade ou será que ela vai querer algo em troca?" - Rômulo pensava malicosamente.
Enquanto Rômulo pensava, a moça, que parecia ter adivinhado seus pensamentos, diz:
- Não quero nada em troca não. Aliás, quero apenas uma pequena ajuda...
- O que você quer? - retrucou prontamente, enquanto continuava perdido em seus pensamentos.
"Será que ela e como os outros que me sequestraram? Será que é mais um louco querendo que eu me una a algum grupo mais louco ainda?"
Nisso ela interrompe seus pensamentos:
- O que você acha desse mundo de agora, cheio de guerras, destruição e morte? Não seria bem melhor se isso tudo acabasse de uma só vez e pudessemos viver em paz e harmonia para sempre?
Rômulo se espanta e levanta assustado, falando embolado e coisas meio que sem sentido:
- Ah, não, você não é mais um desses loucos me que querem em algum lado para derrotar outro lado tão louco quanto vocês, né? Estou fora! - diz Rômulo enquanto se levantava e vai andando em direção de um restaurante próximo para ver se conseguia restos para o seu "almoço". Mas, infelizmente ele não consegue se mover muito mais que dois passos, pois havia algo como uma parede de água a sua frente. - O QUE É ISSO!? DEIXE-ME SAIR DAQUI! - gritava assustado.
- Infelizmente tenho que ter certeza que você estará comigo ou contra mim, pois poderá representar muito perigo daqui para frente se estiver contra mim.
Ela, com hábeis movimentos de mãos, controla a tal parede de água, transformando-a em uma onda de uns 2 metros de altura, encobrindo Rômulo completamente e, já com ele lá dentro, ela estabiliza a parede de água, transformando-a num cubo de uns 2 metros altura. Rômulo provavelmente morreria afogado ali. Ela pergunta mais uma vez.
- Então, você está comigo?
Rômulo não consegue respirar, logo não consegue responder.
- Bem, infelizmente terei que matá-lo.
O cubo, que antes tinha próximo de 2 metros de altura, agora tinha aproximadamente 1,8 metros, com a pressão cada vez aumentando mais e, se Rômulo não morresse afogado, morreria esmagado pela pressão da água, logo seu corpo não aguentaria muito mais.
- Foi bom te conhecer, lindinho.
Ela vira as costas e sai andando, até ouvir uma explosão:
"Hahaha, já deve ter ido para o inferno, hahaha"

E continua a andar quando é interrompida por um grito:

Vídeo 1:




Tentei fazer como se fosse uma música tema p/ qndo ele se solta da esfera de água e p/ a batalha, tentem acompanhar apenas o ritmo da música, ignorem a letra ok??? Se não conseguirem ver o vídeo, aqui vai o link:

http://www.youtube.com/watch?v=fOWB6rmSd4I

- Ei, você vai aonde? temos algo para resolver, certo, lindinha? - falava sarcáticamente.
Rômulo solta uma incrível rajada de fogo na direção da mulher, acertando-a em cheio e derrubando-a em meio a lama que a chuva havia criado. Rômulo estava c/ partes do corpo sangrando, principalmente nariz, boca e ouvidos, devido à pressão exercida dentro do cubo. Ele também estava extremamente mais forte, pois suas labaredas, antes, saiam no máximo do tamanho de uma maçã e essa, que fora atirada em cima da mulher, fora do tamanho de uma bola de basquete. Rômulo estava se sentindo muito cansado, mas continua andando em direção a mulher, parecia estar se divertindo com aquilo.
- Você caiu? Que deselegante! Vou ajudá-la a levantar, pois no nosso primeiro encontro e você já está caida assim, e olha que nem nos apresentamos direito. Bem, mas dizem que cavaleiros devem se apresentar primeiro, certo? Bem, meu nome é Rômulo e sou um desabrigado, e você, lindinha?
Rômulo novamente cria uma bola de fogo do tamanho de uma bola de basquete em suas mãos.
- Bem, já que não responde, imagino q esteja com vergonha, deixe eu ajudá-la a se desinibir!
Rômulo arremessa sua bola de fogo na direção da mulher, que dá um giro no momento certo, escapando do ataque.
- Realmente, tenho que te "apagar" aqui e agora. Agora entendo o porquê de eu ter sido a escolhida. Sou seu inimigo natural!
Ela forma uma cápsula d'água em volta de Rômulo e rapidamente a fecha, na tentataiva de prendê-lo, mas Rômulo estava diferente, podia ver a fúria em seu olhar, seus olhos pareciam estar em chamas, mas não eram só os olhos, todo seu corpo parecia estar entrando em processo de combustão. Até suas roupas estavam pegando fogo. A água da chuva qur caia sobre ele mal tocava sua pele, evaporava assim que chegava perto. Ele estava pegando fogo, literalmente. Ele escapa facilmente da cápsula de água, evaporando-a com seu calor. Ela sabia que acabaria morrendo se continuasse a lutar ali e decide bater em retirada, pois sabia que era a medida mais sensata a se tomar.
- Estou vendo que não será nada fácil te derrotar. Por enquanto te deixarei viver, mas a próxima vez q nos encontrarmos, um de nós não continuará vivo!!!
Rômulo cria outra bola de fogo e arremessa em direção a mulher, que se une à água da chuva em seus pés, como se tivesse sendo derretida, como açúcar na água. Ela escapa, mas antes ela se apresenta:
- Meu nome, meu nome é Mary Jane, grave-o, pois esse será o nome da sua destruição!
Rômulo após ver que ela havia desaparecido, acaba desmaiando, estava completamente exausto.

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Rômulo acorda. Ele estava em um local todo branco, em cima de algo macio, parecia ser uma cama. Ele olha para o lado e vê uns aparelhos acoplados a seu corpo, olha p/ outro lado e vê um suporte para soro em seu braço, e desse mesmo lado do soro, também vê uma janela. Onde ele estaria? Enquanto ele se perguntava onde poderia estar, entra pela porta, ao lado direito, uma mulher toda de branco.
- Bom dia, senhor. Enfim acordou, está aqui, nesse leito, desacordado há pelo menos 5 dias. Precisamos que o senhor faça alguns exames e nos diga o que lembra, a última coisa que aconteceu com o senhor antes de ter desmaiado. O senhor compreende o que eu digo? - Após uma balançada de cabeça de Rômulo, afirmando que entendia, a enfermeira volta a falar. - Parece que o senhor foi queimado por algum vândalo, ao menos é o que a perícia disse. Já já, deve estar chegando seu almoço, espero que goste. Dizem que comida de hospital é péssima, mas a daqui é muito boa. - Ela dá um sorriso e se retira.
Logo após ela sair o almoço chega. Rômulo tenta sentar-se e consegue com certa dificuldade. O que poderia tê-lo deixado em um estado tão lastimável como esse, teria sido realmente alguem que o pôs fogo? Tudo que ele havia vivido ate então seria um sonho desses cinco dias desacordado? Mas ele nunca se queimara, mesmo quando criança, quando caiu numa fogueira de festa de São João e misteriosamente não teve nenhum arranhão ou queimadura. Ele força sua cabeça enquanto comia e lembra-se da luta que tivera com a controladora de água, da qual ele saiu de controle, e acabou queimando todas suas vestes e, consequentemente, seu corpo também. Quando a enfermeira volta, ele pergunta:
- Onde estão minhas vestes ou qualquer coisa que estava comigo?
Ela prontamente responde:
- Nada aguentou ao calor, aparentemente tudo acabou sendo destruido pelo fogo.
Ele reflete:
"Droga, e agora? como poderei entrar em contato com aqueles caras misteriosos se perdi o celular? Droga!"
Ele agradece a enfermeira:
- Obrigado pela informação.
A enfermeira vai em direção a porta e antes de sair, Rõmulo a chama:
- Ah, so mais uma coisa. Como vim p/ cá? Já que sou indigente, e não tenho onde cair morto, logo não poderei pagar a conta desse hospital, que provavelmente deve ser caro.
- O doutor Stuart pediu para que transferissem o senhor para cá. Ele estará pagando suas contas. - E ela se retira.
"Droga, agora estou devendo uma para esse tal de doutor Stuart"
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Passadas umas 3 horas, o doutor Stuart vai visitá-lo.
- O paciente da sala 304 já está consciente? que bom, preciso falar com ele. Sabe se ele esta respondendo normalmente?
- Sim, doutor Stuart, ele está respondendo normalmente, quer que eu o acompanhe até o quarto 304? - perguntava a enfermeira que estava cuidando do quarto de Rômulo.
- Não, eu vou lá sozinho.
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Rômulo já estava entediado, queria sair dali de qualquer jeito. As três horas que ele estava ali acordado pareciam ser trinta horas, já que estava ali sem poder fazer nada, entediando-se facilmente, quando a porta se abre e entra um sujeito todo de branco, parecido com alguém já conhecido.
- Ei, eu te conheço, não? VOCÊ É UM DAQUELES 4 QUE ME SEQUESTRARAM!!!
O doutor da um sorriso de canto de boca e fala:
- Vejo que tem boa memória, senhor. Sim, eu era um dos que estavam naquela sala, mas nós não te sequestramos. Você que é o Rômulo, certo?
- De que te interessa, eu só quero sair daqui e, peraí, o que você quer comigo? Mais um querendo me forçar a entrar para alguma equipe que se diz contra o "mal"? Ou veio me matar mesmo? - Esta última pergunta Rômulo fazia meio temeroso, pois sabia que estava completamente frágil e vulnerável nesse exato momento.
O doutor continua sorrindo e fala:
- Acalme-se, vamos apenas conversar!





Figura 2:

(...) que se une à água da chuva em seus pés, como se tivesse sendo derretida, (...)

Anjos do Apocalipse - Prólogo - Capítulo I

Capítulo I - A Reunião

- Droga, me soltem, o que vocês querem de mim???

Rômulo chega ao seu destino e lhe tiram a venda. Ele via um lugar lindo e luxuoso, era um salão extenso (figura 1) com um enorme trono ao meio e uma mesa longa onde na ponta ficava esse trono, que alguém estava sentado, mas não dava para ver sua silhueta ou mesmo seu rosto. Ao redor da mesa havia 6 cadeiras, onde havia algumas pessoas sentadas, uma, toda de branco, parecia um se tratar de um médico, outro com um laptop aberto na mesa que nem dava muita atenção as gritarias e apelos de Rômulo e mais um, mas esse o estava desamarrando e estava em pé e não sentado como os outros, vestia-se de verde, parecia ser uma roupa do século XX. Rômulo estava muito curioso, pois queria saber quem tinha tido a audácia de sequestrá-lo e levá-lo até tal lugar:

- Vocês ainda não me responderam, por que me sequestraram e o que querem de mim???

A pessoa ao fundo do salão decide se pronunciar e sua voz ecoa pelo salão com poucas mobílias:

- Fui eu que mandei chamá-lo, mas sabia que o senhor não viria de comum acordo, apenas se estivesse desmaiado, então pedi para Richard o confrontasse e o trouxesse para nós, como pode ver, ele o derrotou, provando que o senhor não é assim tão insuperável, certo, senhor Rômulo Sousa, ou prefere ser chamado de Pyro, o Senhor das Chamas???
Agora ele se lembrava o que havia acontecido com ele antes de chegar a tal local.

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Rio de Janeiro, RJ, Brasil - 05/10/2051

Rômulo acorda, estava na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, em breve seria demolida por falta de espaço no centro urbano e no local construiriam um novo prédio, o Edifício Carioca. Rômulo estava ali aproveitando seus últimos dias na sua praça preferida, pois dormia ali quase todos os dias. Sentia-se triste. A demolição da Praça Tiradentes seria como se perdesse sua casa, pois morava ali há algum tempo. Rômulo tentava parar de pensar sobre tal assunto, mas não saia de sua cabeça, então decide-se e vai buscar seu café da manhã. Sempre procurava um "gringo" para pedir-lhe dinheiro e quando o mesmo menos esperava, sacava sua carteira e saia correndo, com o dinheiro para seu sustento de uma semana geralmente. Ele não gostava de fazer isso, mas se acostumara, pois era o que fazia de melhor para sobreviver, quando não se apresentava em algum semáforo, fazendo malabarismos com fogo no meio para ganhar uns trocados.

Rômulo procura sua vítima, avista um homem sozinho, de terno verde escuro, procurando algo na praça onde ele estava, que estava prestes a ser demolida? Rômulo estranha, estaria muito fácil, mas mesmo assim vai lá para aplicar novamente sua tática:

- O senhor tem uma esmola para me dar??? É que eu preciso para comer!!!

O homem, que vestia uma roupa um pouco ultrapassada, que parecia que fora trazido direto do século XX, há pelo menos uns 50 anos atrás, apesar de não entender, percebe que era um mendigo e pega sua carteira, que, na mesma hora, Rômulo, mais rápido que um artista de circo, surpreende o homem e pega sua carteira, correndo o mais rápido que podia com ela em suas mãos, mas o que ele não imaginava é q o homem poderia ser alguem que nem a ele, alguém com um dom extraordinário.

Rômulo sente seus pés sairem do chão, sente-se como se estivesse levitando e, ele se vê e realmente estava levitando. Rômulo estava sendo levantado por algo invísivel, e quando olha para trás percebe que a cor dos olhos do homem que ele havia roubado a carteira havia mudado de cor, de mel para um cinza quase branco. Rômulo sente que deveria lutar pelo dinheiro:

- Ok, se você quer briga, acaba de arranjar uma!!!

Rômulo decide atacar o homem soltando rajadas de fogo de suas palmas. O homem acaba soltando Rômulo para poder desviar das rajadas de fogo, que poderiam ferí-lo gravemente. Após esquivar das bolas de fogo, o mesmo vai atrás de Rômulo voando e, após ultrapassá-lo, para em sua frente:

- Hey, garroto, devolva minha carrteirra e venha comiga, estava te procurrando! Você serr Rômulo Sousa, cerrto?

Rômulo ao ver aquele homem estranho alcançá-lo tão rápido se espanta, mas não por alccançá-lo e sim pelo modo como ele o havia alcançado, voando. Isso fora demais para Rômulo:

- Tome sua carteira, agora me deixa ir, não quero mais nada de você não...

Mesmo antes de terminar a frase, ele começa a correr novamente na falha tentativa de escapar do "gringo", mas logo é alcançado de novo:

- Ande menina, venha comigo, se não serrei forrçado a leva-lo contrra sua vont...

Rômulo não espera o homem misterioso terminar a frase e lança mais rajadas de fogo na direção do desconhecido:

- Me deixa! Alguém ai, me ajude!!! - Rômulo já estava desesperado gritando e a única voz que ele ouve é a do homem misterioso

- Não adianta, estamos dentrro do meu campo, você não poderrá sairr até me matarr ou eu desfaze-lo. - O Homem sorri e faz uma cara de sarcásmo para Rômulo, continuando a falar. - Mas como sei q não acontecerrá nem um nem outrra, então acho que o melhor é vc virr comiga logo!

Rômulo solta mais algumas rajadas de fogo, mas dessa vez as duas acertam em cheio a peito do indivíduo, queimando e estragando seu terno.

- Então virrá a forrça cerrto? Groß Taifun!!!

Sem mais nem menos começa a formar um grande tufão em volta de Rômulo. Parecia mentira, mas realmente aquele homem podia controlar o ar e seus movimentos, mas como? Nem ele sabia como podia controlar e criar fogo, mas também não o fazia? Rômulo tenta, mas inutilmente, pois de jeito algum conseguia escapar do daquile vento forte que estava a sua volta e acaba desmaiado em meio ao tufão. Mas antes de desmaiar ele ouve algumas palavras proferidas pelo homem de terno:

- Trrabalho feito!

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Após uma rápida refrescada em sua memória, Rômulo lembra-se o porquê de estar ali.

- Ok, agora me lembro de tudo. Digam o que querem de mim, pois deve ter pessoas preocupadas com meu desaparecimento repentino, preciso urgentemente voltar para minha família, meu pais podem estar preocupados comigo...

Rômulo perdera sua mãe aos 7 anos e seu pai, por causa da morte de sua mãe, começou a beber e, quando chegava em casa, espancava Rômulo. E por tal motivo ele acabou fugindo de casa e indo morar nas ruas e praças da Central do Rio de Janeiro.

- Não tente me enrolar, senhor Rômulo, sei que o mora na rua e não tem família a não ser seu velho pai, que a cada dia mais se afunda na bebida e, se não o ajudá-lo, também estará morto em breve...

Rômulo se assusta com a dedução exata de sua vida feita pela pessoa que estava ao centro da mesa, mas ele não se intimida:

- Mas não estou aqui para falar de mim e nem quero mais ouvir nada, so quero sair daqui e voltar a minha vida de...

O homem ao centro interrompe Rômulo:

- Vida de trombadinha??? Também nasci numa periferia e sei muito bem como é, mas agora você tem a nós e poderá contar conosco.

Rômulo ouve aquilo, ri debochadamente e retruca:

- Mas como posso contar com vocês, se acabam de me sequestrar? Não há como confiar! - Rômulo ainda não acreditava naqueles sujeitos que nunca tinha visto antes.

- Bem, vejo que não há outra maneira, você é completamente teimoso, como já previa. Terei que pôr nossas cartas na mesa. Nós, quando digo nós, estou também te incluindo, somos um grupo de seres com dons extraordinários, não sabemos o que representa isso e porque nós o temos, e como você mesmo pôde perceber, podemos escolher o que fazer, mas todos nosso atos têm consequências. E é por isso que devemos lutar pelo nosso ideal, ou, como no seu caso, por nenhum. Mas esteja preparado, pois não há só nós com esses dons, há mais um grupo, um grupo que se autodenominou de Fênix, nome este q significa renascimento e é o que eles realmente desejam fazer, pois querem destruir toda raça humana, que tiveram o planeta para poderem sobreviver e por causa de sua ganância e ambição sem limites, está fazendo com que o planeta morra junto com toda sua vida, e então, por esse motivo eles pretendem matar todos os humanos e recriar uma nova mundo, de paz e tranquilidade, com os sobreviventes apenas, ensinando-os a aproveitar melhor seu planeta, regendo-o com total autoritarismo, já nós, os Dragões, não queremos que a raça humana se extinga, nós acreditamos em uma segunda chance e acreditamos também que nós, humanos, ainda podemos mudar o rumo dessa destruição, pois se continuarmos assim estaremos próximos do apocalipse!!!

A sala fica em silêncio por um tempo, até que o garoto que mexia no laptop o desliga e fala:

- E então, Rômulo, juntar-se-á a nós??? - Percebia pelo sotaque e modo de falar que ele não era brasileiro. Pela aparência, parecia ser uma asiático, mais exatamente um japonês.

Rômulo continuava pensativo e depois de algum tempo, declara:

- Eu não sei, é muita informação, devo pensar, pois assim como a Fênix, tenho vontade que todos os humanos paguem pelos seus pecados e morram, mas haverá muita gente inocente e boa que morrerá e muitos que deveriam morrer, provavelmente sobreviverão, então peço algum tempo para que eu possa pensar no assunto, ok?

- Eu lhe concedo o tempo que quiser, só espero que não decida tarde demais! Richard, leve-o e dê esse celular a ele, em uma semana ligaremos para saber sua decisão, senhor Rômulo! - dizia o homem misterioso.

Depois de um tempo vendado, Rômulo está de volta a sua velha praça, que acabar de entrar em demolição, parecia que nada ia bem em sua vida. A chuva, que antes era bem fina, começa a apertar e ficar forte. Rômulo deveria sair dali e ir para alguma marquise, senão poderia pegar algum resfriado.


Figura 1:



(O salão é idêntico a esse, mas sem as janelas, no lugar onde seriam as janelas, são apenas paredes).

Anjos do Apocalipse - O Início de Uma Saga

Bem, pessoal, essa é uma crônica que estou tentando desenvolver por anos, sempre ficou apenas na minha cabeça, então espero que comentem o que acharam, ok???

Aki vão alguns tópicos q talvez vcs ñ entendam, mas é p/ eu me lembrar depois, no meio da crônica:


DRAGÕES

OBJETIVO:
Evitar q a Fênix destrua o mundo, dando mais uma chance p/ os humanos q aki vivem.

Rômulo Sousa:
http://i184.photobucket.com/albums/x121/yamatohoguro/imagem-2.jpg?t=1244612129

Suichi Susumo:
http://i184.photobucket.com/albums/x121/yamatohoguro/imagem-10.jpg?t=1244651653

Richard Hanz:
http://i184.photobucket.com/albums/x121/yamatohoguro/imagem-6.jpg?t=1244651804

Rafael Stuart:
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FÊNIX

OBJETIVO:
Aniquilar todos os seres humanos p/ depois da morte haver a vida, nascer um novo planeta e mais saudável, ñ confiam mais nos humanos, pois se ja chegaram a tal ponto, ñ há mais como voltar...

Mikhail Henz
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Elizabeth Bathòry
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Ammon Jabari
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Gabriel Stuart
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Pierre Thierry
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Mary Jane
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Ajax Agamenon
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Remo Agostino
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